É possível viver (feliz) o presente e, ao mesmo tempo, poupar para o futuro! Veja como:

Imagine ter liberdade para fazer escolhas que lhe permitam aproveitar a vida e ser feliz! E mais: conseguir guardar dinheiro para imprevistos, ter compromisso com seus objetivos financeiros e controle total sobre suas finanças!

bem-estar financeiro

Segundo uma metodologia desenvolvida pelo Consumer Financial Protection Bureau (CFPB), órgão americano de proteção ao consumidor, esses são os quatro pilares que indicam como anda seu bem-estar financeiro.

Em março de 2018, esses pilares foram aplicados em uma pesquisa com consumidores de 12 capitais brasileiras, com o objetivo de mensurar como anda o bem-estar financeiro por aqui.

Os resultados mostraram que, em uma escala de 0 a 100, o indicador do consumidor encontra-se em 48. “Isso indica que grande parte das pessoas ainda não se deu conta que o imediatismo com relação às finanças influencia no bem-estar de forma geral”, analisa José Vignoli, educador financeiro do SPC.

Na prática, apenas 11% dos brasileiros conseguem lidar com despesas inesperadas e a preocupação com a possibilidade do dinheiro acabar amedronta cerca de 28% das pessoas, que mostram não ter controle sobre as próprias finanças. E mais: expressivos 55% afirmaram que não fazem nada para assegurar seu futuro financeiro – apenas 12% têm condições de aproveitar a vida por causa da forma que administra o dinheiro.

Quer mudar esse panorama? Comece por você! Viver de bem com as finanças não é só ter dinheiro sobrando no bolso, mas saber investir para assegurar o futuro, aproveitar o presente e poder lidar com imprevistos a qualquer momento. A gente indica o caminho:

1o pilar: proteção contra imprevistos

Imprevistos acontecem. Poder contar com uma reserva própria, nesses casos, evitará muitas noites em claro. Segundo a pesquisa, apenas 11% das pessoas têm alguma reserva para lidar com despesas inesperadas.

Mas, como criar essa reserva? “Esperar sobrar o dinheiro para guardar pode ser uma armadilha. Os apelos do consumo estão por toda parte e é muito fácil ceder”, diz Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil. Afinal, se o dinheiro está à mão, quando você se der conta, já teve gastos que poderiam ser evitados. “A reserva deve ser encarada como um compromisso mensal. Mesmo que seja pouco, pois mês após mês a quantia vai crescendo com o reforço dos juros. Ao poupar, você ainda afasta o mau hábito de terminar o mês no vermelho, ou seja, em vez de pagar juros, vai receber”, completa.

Agora, para iniciar sua reserva, é preciso primeiro pagar as dívidas, caso existam. “Dependendo da modalidade em que dívida está contratada, ganha-se mais antecipando o pagamento e obtendo um desconto do que investindo em alguma aplicação. Em resumo, primeiro livre-se dos juros; depois, comece a juntar para receber juros”, explica Marcela.

É importante também rever passo a passo o que levou ao endividamento para evitar cair nessa mesma armadilha no futuro. “Geralmente um estilo de vida fora da realidade financeira acaba levando as pessoas a se endividaram”, diz Vignoli.

2o pilar: controle sobre as finanças

Você controla suas finanças ou elas te controlam? Segundo a pesquisa, a situação financeira controla a vida de 31% dos consumidores. E este problema amedronta as casas brasileiras: a preocupação com a possibilidade de o dinheiro acabar descreve cerca de 28% dos consumidores.

Como mudar essa situação? O primeiro passo é confrontar a realidade. Coloque na ponta do lápis todos os gastos e ganhos. Então, é preciso agir, ou seja, estabelecer prioridades e cortar gastos. “Reorganizar o orçamento pode levar tempo, mas faz diferença no fim do mês. Se não cortar gastos, o único jeito de conseguir um alívio no orçamento é aumentando os ganhos”, diz Marcela.

“Reveja seu estilo de vida e tome consciência de que você comanda o seu dia a dia”, completa Vignoli.

3pilar: compromisso com os objetivos financeiros

Mais da metade dos consumidores (55%) não está assegurando seu futuro financeiro e 61% nunca ou raramente têm dinheiro sobrando no fim do mês.

Apesar desses altos números, o brasileiro se mantém otimista: 46,6% acreditam que, por causa da sua situação financeira, terão aquilo que querem na vida.

“As pessoas não se dão conta de que o tempo passa e que é preciso estabelecer um compromisso com os objetivos financeiros o quanto antes”, explica Vignoli. Para ele, é necessário conversar sobre dinheiro em casa, inclusive, com as crianças, e criar um compromisso honesto com você mesmo – assim como pagar as contas, o dinheiro para investir precisa ser levado a sério.

Na prática, você precisará se comprometer com três tipos de reserva: para emergências, para aposentadoria e para os sonhos de consumo.

  • Comece pela reserva de emergência, e quando tiver uma quantia considerada segura, que varia de acordo com cada família, pense nas outras duas. Como regra de bolso, você pode considerar seis vezes o seu salário.
  • A reserva para aposentadoria irá depender do padrão de vida que você quer alcançar na velhice;
  • No caso da reserva para o sonho de consumo, estabeleça uma previsão de quando pretende alcançá-lo e, mais importante, quanto esse sonho custará. É com base nisso que você irá definir o valor a ser poupado mensalmente.

4O pilar: liberdade para fazer escolhas que lhe permitam aproveitar a vida

O controle financeiro não deve sufocar as possibilidades de aproveitar a vida – não se deve trabalhar apenas para poupar. O bem-estar financeiro configura também como você está no momento presente, se você usufrui do dinheiro que ganha.

Quando questionadas, apenas 12% das pessoas têm condições de aproveitar a vida por causa da forma que administra o dinheiro – e 55% dizem não possuir condições para isso. Dar um presente a alguém, exemplo de gasto simples e eventual, prejudicaria 26% dos consumidores nos dias de hoje.

“É preciso lembrar que o conceito de bem-estar financeiro prevê que o consumidor possa desfrutar o presente. Mas, cria-se um problema quando o foco no presente compromete o futuro. Uma dica bastante prática é, após ter suas reservas financeiras, destinar uma parte do orçamento para o lazer e, claro, permanecer dentro desse limite”, conta Marcela. Lembre-se também que nem todos os prazeres da vida são relacionados aos bens materiais!

 

Fonte: Meu Bolso Feliz

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