Onde e como investir dinheiro? Veja o que a economista do SPC Brasil indica para fazer seu dinheiro render ainda esse ano

como investir dinheiro

Você sabe como investir seu dinheiro? O Indicador de Reserva Financeira do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que cerca de 25% das pessoas que guardam dinheiro, em vez de aplicar, mantém a quantia dentro da própria casa, opção arriscada por questões de segurança e negativa do ponto de vista da rentabilidade, uma vez que o dinheiro fica parado sem render juros.

Já a poupança é utilizada por 60% dos brasileiros que guardam algum valor, embora apresente rentabilidade mínima quando comparada a outros investimentos.

Mas, então, como investir dinheiro com segurança e, acima de tudo, obter uma boa rentabilidade? Buscar informações é fundamental, principalmente para encontrar uma instituição que tenha boa credibilidade no mercado financeiro, com registro junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). É o que orienta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Também é importante diversificar os investimentos. “Se o investidor deixa tudo em uma única aplicação, o risco de sofrer grandes perdas se houver algum problema inesperado é maior. Além disso, na hora de investir é preciso ter objetivos muito claros e bem definidos, principalmente em relação a quanto tempo o dinheiro pode ficar aplicado e para qual finalidade, ficando atento ao nível de risco e às possibilidades de retorno”, diz.

Conheça as principais aplicações e escolha a melhor para suas necessidades

Decidir onde e como investir dinheiro nem sempre é uma tarefa fácil. Se você é leigo no assunto, o ideal é buscar ajuda profissional para, antes de tudo, entender os diferentes perfis de investidores e identificar as aplicações mais compatíveis com o seu perfil. Marcela aponta o caminho:

Poupança

A poupança é o mais comum e o mais democrático dos investimentos, mas está longe de ser o mais rentável. Até maio de 2012, a chamada “velha poupança” tinha rendimento de 0,5% ao mês mais a TR (taxa referencial), que é calculada todos os meses pelo governo e está relacionada à taxa Selic.

Depois de maio de 2012, a regra só permanece a mesma quando a taxa Selic está acima de 8,5%. O problema é que, atualmente, a taxa Selic é de 6,5% e, nesse caso, o rendimento da poupança passa a representar 70% da Selic. Ou seja, quanto menor a taxa Selic, menor a rentabilidade da poupança.

“Apesar disso, investir na caderneta é fácil, rápido, de baixo risco, alta liquidez e não possui limitações para o investimento inicial e demais aportes, possibilitando que o investidor direcione até mesmo quantias bastante pequenas para a aplicação. Então, caso a pessoa nunca tenha investido antes e precise começar por algum lugar, a poupança pode ser uma boa opção”, explica Marcela.

CDB, LCA e LCI

O Certificado de Depósito Bancário (CDB), a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) e a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) estão entre alguns dos rendimentos de Renda Fixa mais conhecidos.

“Ao comprar um desses títulos, você está emprestando dinheiro ao seu emissor, normalmente uma instituição financeira. Em troca, recebe uma remuneração na forma de juros. Essa remuneração pode ser pré ou pós-fixada, ou seja, com uma taxa de juros anual fixa ou atrelada a algum indexador, como o CDI (que fica bastante próximo à Selic) ou o IPCA (inflação)”, detalha Marcela.

A economista-chefe do SPC Brasil alerta ainda para o fato de que, para investir nessas modalidades, é muito importante ter em mente o objetivo daquele dinheiro. Esses papéis rendem mais do que a poupança e são uma boa alternativa para investidores mais conservadores, mas ao comprar um desses títulos seu dinheiro fica imobilizado por um período pré-determinado, e você não pode resgatá-lo antes do prazo de carência. “Isso quer dizer que, no momento de fazer sua aplicação é muito importante ter em mente o objetivo daquele dinheiro”, diz.

Vale lembrar que LCI e LCA são isentos à cobrança de imposto de renda, enquanto CDB não.

Fundos de renda fixa

Como investir dinheiro em renda fixa? Entenda: esses fundos reúnem o capital de diversos investidores e o utilizam para realizar aplicações respeitando uma política específica de investimentos. O dinheiro aplicado é convertido em cotas e dividido entre os cotistas, de acordo com o valor investido por cada um.

“Os fundos de renda fixa possuem rendimentos mais constantes e previsíveis do que os fundos de ações, por exemplo, além de normalmente possuírem investimentos iniciais mais baixos”, explica Marcela.

“Mas com a queda da Selic, os fundos atrelados à renda fixa também têm remunerado menos do que no passado. Isso quer dizer que é ainda mais importante o consumidor ficar atento às taxas e remunerações cobradas pelas administradoras antes de investir”, completa. Esse tipo de aplicação possui ainda o chamado “come-cotas” – a cobrança do imposto de renda é feita semestralmente e não apenas no resgate, como nos títulos de renda fixa. Isso é ruim porque o dinheiro recolhido a cada semestre poderia ficar mais tempo rendendo juros para o investidor. Vale ficar atento também a este ponto!

Tesouro Direto

Essa modalidade de investimento está se popularizando cada vez mais entre os novos investidores. O Tesouro Direto também é um título de renda fixa, e permite que o investidor empreste dinheiro para o governo brasileiro e receba no futuro os juros pelo empréstimo feito. “O valor mínimo para as aplicações é bastante acessível (R$ 30), e para investir no Tesouro Direto basta possuir CPF e abrir conta em uma corretora habilitada a operar títulos públicos”, explica Marcela.

Descubra como funciona uma corretora de valores

Mesmo que essa aplicação seja segura, é importante ter em mente o período pelo qual o dinheiro pode ficar aplicado. “Caso a intenção seja manter uma reserva para curto prazo, como uma reserva de emergências, onde pode ser necessário retirar o dinheiro da aplicação a qualquer momento, o Tesouro Selic é a melhor opção, já que possui baixa volatilidade. Para o caso de investimentos com maior tempo de duração, pode optar pelo Tesouro IPCA”, conta.

Ações

O investimento em ações de empresas é uma modalidade da qual se ouve falar muito, mas que poucos conhecem a fundo. Para tanto, também é necessário ter conta aberta em corretora e, para os leigos, pode ser mais garantido contar com ajuda de especialistas que conheçam melhor as oscilações do mercado, pois podem haver perdas financeiras.

“A ação representa uma fração da empresa na qual você está investindo, ou seja, ao comprar uma ação é como você se tornasse sócio daquele empreendimento. A partir desse momento, se a empresa tem lucro, você ganha com isso e, por outro lado, se ela tem prejuízo, você também participa dele”, explica.

Se ainda assim, você quer tentar, minimize os riscos: adquira ações de empresas sólidas e não tenha pressa de vendê-las, já que as variações no curto prazo são constantes.

Existem ainda os fundos de ações, uma opção para minimizar os riscos, já que o seu capital será gerido por uma administradora especializada no mercado de ações e com bastante conhecimento para fazer as escolhas mais acertadas. Porém, eles cobram taxas elevadas de administração, fique atento! E jamais coloque todo o seu dinheiro nessa modalidade.

Tire todas as suas dúvidas sobre investimentos

Dólar

Apesar de parecer ser uma forma segura de ver o dinheiro se valorizar, comprar qualquer moeda e mantê-la guardada em casa não é recomendável. “O mercado de moedas no geral apresenta muita especulação e, portanto, está sujeito a grandes oscilações. Além disso, a pessoa não estará ganhando juros ou rendimentos sobre o dinheiro”, explica Marcela.

Esse tipo de situação só vale a pena caso esteja programando algum gasto naquela moeda para o futuro – uma viagem para o exterior, o filho ir estudar fora ou a compra de um item estrangeiro, por exemplo. Neste caso, ao comprar moeda, você estará se preservando das possíveis variações que ela pode apresentar.

Para investir de fato neste mercado, existem os fundos cambiais, em que 80% da carteira estará alocado em ativos atrelados a moedas estrangeiras – o que permitirá que a pessoa ganhe ou perca dinheiro de acordo com as variações do real. Porém, o investimento em câmbio é considerado complexo e de alto risco. Para não perder dinheiro com ele, é necessário ter bastante conhecimento do mercado.

Bitcoins e outras criptomoedas

A emissão de bitcoins e moedas similares não é controlada por nenhuma instituição centralizadora, como o Banco Central. Assim, uma pessoa pode adquirir comprando unidades em casas de câmbio específicas ou aceitando a criptmoeda ao vender itens ou serviços.

Ela é guardada em uma espécie de carteira, criada quando o usuário se cadastra no site. O consumidor recebe um código com letras e números, chamado de endereço –, é este número que deve ser usado quando ele quiser comprar algo em um site ou estabelecimento que aceite a moeda. Tanto a identidade do comprador quanto do vendedor são mantidas no anonimato, ficando registrada somente a transação.

Entenda: quando o investimento é feito em uma corretora tradicional, é possível verificar se o título está de fato atrelado ao seu CPF. Ou seja, se a corretora falir, há uma segurança jurídica para você. No caso das criptomoedas, se a corretora abre falência ou se há algum problema operacional, como ataque de hackers, o dinheiro está anônimo, não há como provar que é seu. Ainda existem altas taxas para uso do serviço.

Trata-se de um investimento de altíssimo risco, já que é muito volátil e você fica descoberto em caso de fraudes e problemas operacionais. E, por não ser regulamentado no Brasil, não é recomendado por especialistas.

 

Fonte: Meu Bolso Feliz

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Novas modalidades, porém, representam menos de 10% do total das vagas criadas neste ano e ficam abaixo da estimativa do governo

Desde a entrada em vigor da reforma trabalhista, o setor de serviços e o comércio foram responsáveis por mais de 75% das vagas criadas nas modalidades de trabalho intermitente e regime parcial. É o que mostra levantamento feito pelo G1 com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho (MTE).

Os números apontam ainda que a criação de vagas nas novas modalidades regularizadas pela reforma representam cerca de 7% do total de 392 mil postos abertos no país neste ano – abaixo da previsão inicial do governo, que tinha a expectativa de que a reforma criasse dois milhões de empregos em 3 anos.

O trabalho intermitente ocorre esporadicamente, em dias alternados ou por algumas horas, e é remunerado por período trabalhado. Já o regime de trabalho parcial é aquele em que o empregado tem até 30 horas semanais de serviço contratado.

De novembro de 2017, quando a reforma entrou em vigor, até junho de 2018, foram criadas 35 mil vagas de trabalho nessas duas modalidades – sendo 26 mil concentradas no setor de serviços e no comércio. Já o setor da indústria criou 4,1 mil vagas (11%), enquanto a construção abriu 3,6 mil (10%).

Isoladamente, o setor de serviços lidera a criação de postos intermitentes e em regime parcial. No período analisado, o setor criou 8,5 mil vagas de trabalho intermitente e 7,4 mil em regime parcial. O número significa que, de todas as vagas criadas nessas duas modalidades de trabalho, 45% foram no setor de serviços.

Já o comércio, sozinho, representa uma fatia de 30% do total de vagas de trabalho intermitente e em regime parcial criadas desde a reforma trabalhista.

Funções que mais abrem postos
Entre as funções que criam vagas de trabalho intermitente, as que apareceram com mais frequência nos dados mais recentes do Caged, de junho, foram:

  • assistente de vendas
  • recepcionista
  • alimentador de linha de produção
  • servente de obras
  • garçom
  • cozinheiro
  • faxineiro
  • pedreiro
  • carregador
  • vigilante

Já no regime de trabalho parcial, as funções mais comuns foram:

  • vendedor de comércio
  • assistente administrativo
  • repositor de mercadorias
  • operador de caixa
  • auxiliar de escritório
  • faxineiro
  • operador de telemarketing
  • recepcionista
  • motorista de ônibus
  • embalador

O MTE também aponta que os profissionais com ensino médio são maioria entre os que aceitam uma vaga de trabalho intermitente. Em junho, 77% das vagas nessa modalidade foram preenchidas por pessoas com esse nível de escolaridade. Já no trabalho em regime parcial, foram 60% das vagas.

Vagas das novas modalidades são menos de 10% do total
Desde a entrada em vigor da reforma trabalhista, o país já teve a criação de cerca de 35 mil vagas de trabalho intermitente e em regime parcial. Dessas, aproximadamente 30 mil foram criadas em 2018. O número representa 7% do total de 392 mil vagas criadas no país de janeiro a junho.

Além disso, o número de vagas criadas por mês ainda está abaixo da previsão feita pelo governo quando a reforma foi aprovada.

A estimativa era que, com as novas regras, seriam criadas 55 mil vagas por mês considerando apenas o trabalho intermitente.

O economista Thiago Xavier, da Tendências Consultoria, diz que já era esperado que o impacto da reforma sobre o saldo de vagas de emprego no Brasil não seria imediato, apontando que as novas regras não bastam para que o mercado de trabalho se recupere. “O que vai gerar vagas vai ser o quanto a atividade econômica cresce e a capacidade de absorção do mercado de trabalho. A reforma trabalhista por si só não vai impulsionar o emprego”, afirma Xavier.

Ele acrescenta que a baixa representatividade das novas modalidades de trabalho é resultado de uma combinação de fatores, incluindo uma sensação de indefinição por parte das empresas. “Precisa de tempo para que as empresas se sintam seguras de criar empregos nessas novas modalidades.”

Em todo o ano de 2017, a economia brasileira fechou 20.832 postos de trabalho formais. Foi o terceiro ano seguido em que houve mais demissões do que contratações no país.

 

* Fonte: G1

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Rendimentos muito acima do mercado e bonificação com a indicação de pessoas? Desconfie: pode ser pirâmide financeira!

pirâmides financeiras

Você já ouviu falar em pirâmides financeiras? Diferentemente do esquema de pirâmides chamados de marketing multinível, essas não vendem produtos, mas investimentos. “Elas prometem rendimentos que podem chegar a mais de 10% ao mês, bonificam quando você indica amigos e não detalham aonde investem. Também não são cadastradas junto aos órgãos fiscalizadores”, avisa Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

Muitas já quebraram e fecharam as portas, enquanto novas surgem – agora, prometendo também investimentos em criptomoedas, como Bitcoins, prática não recomendada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

E, por essas empresas não serem regulamentadas, diante de uma falência, o dinheiro do investidor não está garantido, conferindo prejuízos – e, muitas vezes, desestabilizando toda a vida financeira dele!

Como identificar pirâmides financeiras?

As pirâmides financeiras possuem algumas características fáceis de serem identificadas. Primeiro, prometem retornos muito rápidos e muito altos: algumas oferecem rendimentos de até 10% ao mês. “Se os juros prometidos estiverem muito acima da Selic (6,5% ao ano), desconfie”, diz Marcela.

Outro fator para ficar ligado é a insistência para que o investidor convide os amigos para participar do esquema, com a promessa de ganhar uma comissão sobre a taxa de adesão dos entrantes ou sobre os rendimentos que eles obtiverem. Aliás, a própria cobrança da taxa de adesão já deve deixar o consumidor alerta.

Por cautela, sempre que receber uma oferta de produto ou serviço financeiro que desconheça, procure instituições autorizadas pelas entidades governamentais responsáveis, como o Banco Central e a CVM. “Caso eles tenham alguma restrição com relação à instituição, o recomendável é não investir”, indica a economista.

Por que as pirâmides financeiras não são investimentos?

Um investimento, em termos econômicos, é capital que se aplica com o intuito de obter rendimentos a prazo, como a compra de um ativo financeiro com a expectativa de que ele se valorize no futuro ou gere renda ao longo do tempo.

Já o funcionamento (e o lucro) das empresas chamadas de pirâmides financeiras é dado pelo ingresso e recrutamento de novas pessoas, o que as torna não sustentáveis no longo prazo, já que em algum momento isso se esgota.

Na prática, ao “investir” em uma empresa pirâmide, você paga um valor para entrar no negócio e, depois, ganha uma parcela do ingresso de novos integrantes indicados por você.

“É muito provável que o dinheiro esteja apenas percorrendo toda a pirâmide até o topo, ou seja, seus idealizadores. Isso quer dizer que mesmo que seja possível ganhar algum dinheiro com esta modalidade, o resultado mais provável é a perda do capital”, diz Marcela.

Caiu nessa? Veja o que fazer

A prática de pirâmides financeiras é considerada crime no Brasil. “Caso se sinta prejudicado, você pode ir a uma delegacia prestar queixa ou ainda procurar um advogado para que ele o auxilie na busca pela reparação”, aconselha o advogado especialista em direito do consumidor, Edgard Dolata.

Caso você já tenha investido parte do dinheiro no esquema, transfira os valores para uma instituição segura imediatamente.

Como saber se uma instituição financeira é segura?

Instituições financeiras, como bancos e corretoras, fazem o intermédio entre o consumidor e um serviço financeiro, como um investimento, um financiamento, um empréstimo ou outros serviços. Elas sempre devem ter registro no http://www.bcb.gov.br/pt-br#!/home', Banco Central ou na http://sistemas.cvm.gov.br/', CVM.

Se lhe foi ofertado algum “investimento” que funciona como pirâmide, verifique se a instituição tem registro na autoridade competente. Caso negativo, não entre nessa!

 

Fonte: Portal Meu Bolso Feliz

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Saiba como curtir ao lado dos filhos de maneira econômica – e inesquecível!

Julho é o mês das férias escolares das crianças e é o momento perfeito para que elas possam recarregar as energias para enfrentar o segundo semestre cheias de disposição e, é claro, de boas histórias para contar. E você não precisa sair da sua cidade para proporcionar bons momentos aos pequenos. Existem diversas formas criativas e divertidas de entretenimento que não comprometem o orçamento.

“Julho é alta temporada para viajar pelo Brasil. Mas existem programas que podem ser interessantes e não necessariamente caros. Vale verificar no site da prefeitura da sua cidade as atividades culturais, geralmente gratuitas, para essa época. E, antes, faça sempre uma programação e um planejamento financeiro”, sugere o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.

“É bastante possível se divertir com as crianças sem que isso necessariamente gere custos. Basta usar a criatividade e ter disposição para propor brincadeiras e atividades. Há diversas páginas nas redes sociais, blogs e sites que podem ajudar nessa tarefa, dando alguma inspiração do que fazer com os pequenos”, completa a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Quer algumas opções? Separamos ideias divertidas – e quase sem custo algum – para você organizar e tornar os próximos 30 dias mais alegres para as crianças:

Sessão pipoca

Com o frio dessa época do ano, que tal organizar uma sessão de cinema, debaixo das cobertas, com as crianças? Deixe que elas escolham o filme e aproveite o momento para ensiná-los também a preparar o ambiente, com direito a fazer pipoca sozinhas.

Supervisionando sempre, deixe que elas preparem as guloseimas. Você pode ainda explicar como o milho vira pipoca e exibir https://www.youtube.com/watch?v=8sQJmz9-89s', 'esse vídeo'); esse vídeo, que é super interessante.

Experiências divertidas

Mudar a cor das flores, fazer uma vela flutuar, customizar camisetas com materiais reciclados, encher balões utilizando garrafas e muitas outras experiências fáceis e interessantes, você pode fazer com as crianças com ajuda de dois vídeos que selecionamos para você: confira https://www.youtube.com/watch?v=4nd9FeUcvqM',  e https://www.youtube.com/watch?v=PXMo2RU_Jfo', 'aqui');">aqui.

Lembre-se de sempre supervisionar e ajudar, principalmente quando a experiência requer mexer com fogo, tesoura ou outros itens que podem machucar. Essa supervisão é importante também para evitar o desperdício de ingredientes!

Atividades ao ar livre

Com as temperaturas mais baixas, passar uma tarde ao sol e praticar atividades físicas pode ser uma opção para os pequenos movimentarem o corpo e gastarem a energia acumulada.

Que tal combinar com os amigos uma tarde de piquenique? Aproveite os dias de semana, em que os parques são mais vazios, prepare lanchinhos em casa com as ajuda das crianças e pronto.

Espetáculos

Aproveite as férias de julho para fazer programas culturais. Por isso, confira a programação de sua cidade dos musicais e espetáculos infantis. Nessa época, muitos são de graça ou possuem valores simbólicos.

É possível ainda deixar crianças maiores irem sozinhas com seus amiguinhos. “Nesse caso, para que não haja gastos excessivos, estipule previamente o valor que cada uma poderá gastar com pipoca ou outros itens e já dê o dinheiro a elas. É um bom exercício de educação financeira”, diz Marcela.

Receber amiguinhos em casa

É hora de socializar! Chame os coleguinhas da escola, primos ou vizinhos para um dia de brincadeiras em sua casa. Peça para os pais de cada um enviarem um prato de comida para que não saia pesado para você.

Então, deixe que se divirtam com jogos educativos, videogames e até mesmo experiências de química citadas antes.

Para aguçar o senso de responsabilidade dos filhos, vale a pena deixá-los encarregados de convidar a todos e avisar da programação, bem como ajudar no preparo de alguns lanches e da organização da casa após a bagunça terminar.

O mesmo vale para quando seu filho for passar a tarde fora na casa de algum amigo. Explique as regras de comportamento e ajude-o a preparar algum mimo para levar, como sanduíches ou docinhos, agradecendo ao coleguinha e a seus pais pela hospitalidade.

Tarde de jogos antigos

Xadrez, damas, dominó, jogos de tabuleiro, amarelinha, pular elástico… Muitas brincadeiras que já foram moda há algumas décadas, hoje são praticamente desconhecido pelas crianças.

Então, que tal aproveitar alguns dias para compartilhar novas (velhas) experiências com as crianças? Com um pouco de criatividade e paciência, essas brincadeiras ajudam a estreitar laços e criar memórias. Para tornar a experiência ainda melhor, que tal convidar os amiguinhos para um campeonato?

Acampamento em casa

Não vai viajar? Não faz mal! Você pode montar um acampamento em casa. Se tiver quintal, a brincadeira fica ainda mais emocionante. Monte barracas para que as crianças passem uma noite fora. Ensine-os a montar o equipamento e a organizar toda a estrutura de um acampamento, deixando com que eles associem a experiência a algo seguro e calmo, para que possam acampar de verdade quando maiores.

Se você não tem quintal, use a criatividade e transforme sua própria casa em um camping! Seja com barracas de verdade ou com cadeiras e cobertores na sala mesmo, a dica é tornar a noite divertida e curtir o momento inusitado ao máximo.

Viagem de fim de semana

Quer sair da cidade no fim de semana? Então, para não gastar muito, esqueça os destinos mais famosos (consequentemente mais caros). Deixe-os para outras épocas do ano. O Brasil é muito grande e, muitas vezes, focamos apenas nas cidades famosas, esquecendo-nos de que há muitas outras opções atrativas.

Para baratear a hospedagem, além de usar https://www.airbnb.com.br/', você pode convidar casais de amigos que também tenham filhos para fazerem uma viagem conjunta. “Isso reduz os gastos da família – já que você vai dividir o valor com outras pessoas – além de trazer mais diversão para as crianças, que terão mais amigos da idade delas por perto”, sugere Marcela.

Aproveitar para visitar familiares ou amigos distantes e que possam te receber em casa também pode ser uma ideia divertida e com custos reduzidos de hospedagem. É importante apenas verificar a disponibilidade e as melhores datas para os seus anfitriões antes.

 

Fonte: Meu Bolso Feliz

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Estudo mostra que 33% dos entrevistados já tiveram cartão bloqueado por atrasar o pagamento da fatura, principalmente nas classes C, D e E. Quase a metade já ficou com o nome sujo devido à inadimplência.

Embora o cartão de crédito seja a modalidade de crédito mais popular entre os brasileiros, ele vem se tornando um problema para uma parcela dos consumidores. Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Diretores Lojistas (CNDL) aponta que um em cada cinco usuários de cartão de crédito (20%) utilizam o meio de pagamento como extensão da própria renda. Ou seja, acabam recorrendo a esse tipo de crédito para continuar comprando quando o salário do mês acaba e, assim, adiar o pagamento.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o grande perigo de achar que o cartão de crédito funciona como renda complementar é o endividamento, porque muitos perdem controle dos gastos e compram além do que conseguem pagar quando a fatura chega. “É preciso cuidado. Se o dinheiro que o consumidor dispõe já não está sendo suficiente para cobrir os atuais gastos, certamente não será o bastante para pagar as despesas do mês seguinte, quando terá de arcar com a fatura do cartão de crédito e também quitar as contas do mês”, alerta a economista.

Por outro lado, 44% dos entrevistados que utilizam o cartão afirmaram usá-lo apenas em casos de necessidades pontuais ou imprevistos, ao passo que 38% o fazem para parcelar as compras e 34% para facilitar o pagamento na internet. “Se bem empregado, o cartão é uma maneira inteligente de concentrar as compras realizadas durante o mês em uma única conta, possibilitando um melhor controle dos gastos”, observa o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

O levantamento mostra ainda que quatro em cada dez consumidores (41%) usuários de cartão já deixaram de fazer compras em estabelecimentos por não aceitarem essa forma de pagamento, sendo que destes 41% deixaram de ir a bares, restaurantes e lanchonetes, 35% não compraram com ambulantes e 19% desistiram de abastecer em postos de combustível. Outros 27% acabaram pagando suas compras de outra forma.

Para 46%, internet é o meio mais utilizado para compras com cartão

Na maior parte das vezes (46%), o cartão de crédito é usado para fazer compras pela internet. Já 44% usam quando não estão com dinheiro para pagar à vista e 37% se o valor da compra for elevado. Outros 24% disseram utilizam o cartão em quase todas as compras, independentemente do valor do bem adquirido.

A pesquisa também constatou que mais da metade dos gastos realizados com cartão de crédito (54%) são para comprar roupas, calçados e acessórios ― percentual que aumenta para 60% entre as mulheres. Em seguida vêm os eletrônicos (44%), as compras de supermercado e alimentos para a casa (43%) e itens de farmácia (40%).

67% dos usuários controlam gastos com cartão, sendo que 22% por meio dos aplicativos de celular; 45% não pagam anuidade

O estudo mostra também que o uso do cartão de crédito já está difundido no Brasil. Nos últimos 12 meses, 67% das pessoas realizaram alguma compra utilizando esse meio de pagamento e 68% o fazem pelo menos uma vez por mês. Na opinião desses entrevistados, as principais vantagens de seu uso são a possibilidade de parcelar o valor dos gastos (17%), segurança de não andar com dinheiro no bolso (16%) e fazer compras mesmo sem ter recursos disponíveis no momento (15%). Na contramão, 30% afirmaram não ter utilizado essa forma de crédito no período.

Apesar da praticidade, 84% dos usuários de cartão concordam que há riscos em ter um cartão de crédito, sendo que os mais destacados são a possibilidade de clonagem (38%) e a perda no controle dos gastos (33%).

Em média, cada usuário entrevistado possui dois cartões, sendo que grande parte não paga taxa de anuidade (45%). Outro dado que chama a atenção é o número de pessoas que controla os gastos mensais com o cartão (67%) — muitos por meio de aplicativos de celular (22%) ou por meio de anotações em papel (22%). Já um terço (30%) reconhece não fazer controle dessas despesas.

Entre as pessoas ouvidas, 46% contam que nunca pagaram o mínimo da fatura, optando por sempre quitar o valor integral. Outra fatia dos entrevistados (21%) disse já ter pago o mínimo em algum momento, embora não tenham usado o rotativo há mais de um ano, 13% costumam recorrer ao financiamento da fatura e 2% pagam apenas o mínimo.

Novas regras do rotativo ainda são percebidas como pouco atrativa para quase um terço dos entrevistados que conhecem as mudanças

Em vigor desde abril de 2017, as novas regras do rotativo do cartão ainda são vistas com cautela pelos entrevistados. Dentre os consumidores que já pagaram o mínimo da fatura do cartão de crédito alguma vez e conhecem a nova regra do rotativo (80%), quase um terço (28%) não considera as novas regras favoráveis. Para eles, os juros continuam abusivos e o valor da dívida permanece alto (10%). Já 58% dos entrevistados enxergam que a mudança tem contribuído de alguma forma, principalmente por ver o valor da parcela negociada junto ao banco caber no orçamento (46%).

“Ao contrário do que acontecia, o consumidor que hoje não consegue arcar com o valor integral de sua fatura pode fazer o pagamento mínimo apenas uma única vez. Na fatura seguinte, ele não consegue rolar a dívida como antes, por ter de pagar a fatura total”, explica Marcela Kawauti. “Caso isso não aconteça, o banco é obrigado a oferecer uma linha de crédito mais barata do que a taxa do rotativo, de modo que o consumidor negocie e parcele sua dívida”, conclui.

30% não usaram cartão de crédito no último ano, principalmente por ter o nome negativado; 33% dos que utilizaram tiveram o cartão bloqueado por atraso na fatura

Para aqueles que não utilizaram cartão de crédito nos últimos 12 meses (30%), o principal motivo deve-se ao fato de estar com o nome sujo e não conseguir solicitar um cartão (30%). Outros preferem o pagamento à vista, seja para ganhar desconto (20%) ou porque preferem esta forma de pagamento, mesmo sem desconto (19%).

Ainda de acordo com o levantamento, quase a metade (48%) dos entrevistados que usaram o cartão nos últimos doze meses já ficou com o nome sujo devido à inadimplência no pagamento, sendo que 30% indicaram ter regularizado a situação e 18% ainda permanecem negativados. Cerca de um terço (33%) já teve o cartão bloqueado pelo atraso no pagamento da fatura.

A pesquisa revela ainda que 30% dos entrevistados tentaram adquirir um cartão nos últimos três meses. Desse total, 21% não obtiveram êxito e 9% conseguiram. A maioria (60%) considerou difícil ou muito difícil adquirir um cartão.

Metade dos consumidores que participam de programas de fidelidade não trocam seus pontos

Muitas vezes, o consumidor opta por adquirir um cartão de crédito para participar dos famosos programas de fidelidade ou clube de benefícios. De acordo com a pesquisa, 28% utilizam esse meio de pagamento em compras que normalmente fariam de outra forma apenas para acumular pontos em programas de fidelidade. Entretanto, metade (50%) dos que fazem parte desses programas não utiliza os pontos, dos quais 19% afirmam esquecer de que os têm e 19% dizem que os pontos nunca são suficientes para realizar as trocas. No sentido inverso, metade (50%) costuma utilizar os pontos.

Fonte: SPC Brasil

 

 

Metodologia

Foram entrevistados 910 consumidores no mês de março, nas 27 capitais brasileiras, acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para uma confiança de 95%.

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