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Veja como aproveitar os descontos na Black Friday e o que fazer para não cair em cilada

A Black Friday acontece no dia 24 de novembro e pode ser uma ótima oportunidade para comprar o que precisa a preços mais vantajosos. No entanto, aproveitar essa grande data do varejo depende em grande medida da forma como você planejará as suas compras. “É preciso ficar atento também para não se empolgar com as promoções e acabar gastando mais do que o orçamento permite”, diz Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

Segundo o http://www.blackfriday.com.br/busca-descontos', site que promove o Black Friday no Brasil, a data atingiu R$ 1.9 bilhões em vendas apenas no e-commerce em 2016. Um número bom para o varejo, mas nem sempre para o consumidor. “Com tantas ofertas, é fácil comprar sem pesar as consequências”, ressalta a economista. Isso significa não apenas gastar mais do que pode, mas também, de olho só no “desconto”, acabar pagando juros sem necessidade ou levar itens que não estão com descontos reais. Assim, fique atento para aproveitar a Black Friday – e não sofrer com ela. Como? Seguindo as dicas abaixo!

Saiba do que precisa

“É fundamental saber o que realmente precisa e fugir das compras por impulso. Afinal, a empolgação com os descontos pode trazer prejuízos para sua vida financeira, em vez de ajudá-la”, diz José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz. Ou seja, antes de sair gastando avalie a real necessidade de adquirir cada produto. Lembre-se que, mesmo que seja um produto barato, comprar algo que não será usado pode ser prejudicial para as suas finanças. Para facilitar, liste itens que está precisando. Assim, quando vir algum deles com um bom desconto, saberá que está fazendo uma boa compra.

Ao aproveitar as promoções da Black Friday é preciso ter em mente o objetivo de fazer boas compras, não de conseguir o maior desconto. “Uma coisa não está ligada a outra. Adquirir algo que não precisa por um preço mais baixo não é uma boa compra. Comprar algo desnecessário, mesmo que com desconto, é desperdício”, complementa Marcela.

Pesquise preços!

É importante certificar-se de que o preço anunciado é de fato o mais baixo. Durante a Black Friday você pode encontrar o mesmo produto a preços muito diferentes e é aconselhável fazer uma busca – tenha paciência – para encontrar a alternativa mais barata ou com a melhor relação preço-qualidade. Outro ponto para ficar atento é a variação de preços antes do dia da Black Friday em si, já que nos últimos anos foram relatados diversos casos de variação de preço para o alto antes das promoções. O Procon-SP faz um monitoramento de preços de diversos produtos. Uma boa opção é acompanhar a evolução dos preços dos produtos, mas também há ferramentas como o http://www.buscape.com.br/', , https://www.zoom.com.br/,  ou Black Friday De Verdade que permitem monitorar os preços de um item. Outras páginas, como https://www.saveme.com.br/', reúnem as promoções das lojas online das grandes marcas para facilitar a pesquisa do produto desejado e com o melhor desconto.

Compre com inteligência

Uma boa forma de aproveitar a Black Friday é usá-la para comprar presentes de Natal. O único cuidado é com a data de entrega do produto, que em alguns sites pode ser de mais de 30 dias. E, sempre bom lembrar: estipule previamente o quanto pode e deseja gastar com a data, evitando assim extrapolar o orçamento.

Atenção à forma de pagamento

“O cartão de crédito, muito usado em compras pela internet, pode ser um vilão neste momento”, diz Marcela. Uma dica é preferir o boleto – que ainda pode gerar um desconto – ou o débito. Dessa forma você, inclusive, controla melhor seus gastos e, é válido estipular o máximo que pode gastar durante a Black Friday. Caso precise parcelar a compra, fique de olho nos juros e organize-se para conseguir arcar com o pagamento das parcelas sem prejudicar o orçamento.

Vai em lojas físicas?

Apesar de a Black Friday, no Brasil, ter começado na internet, muitas lojas físicas também anunciam descontos. Nestes casos, os cuidados são os mesmos de com as compras online: só levar o que tem necessidade, pesquisar preços e se organizar financeiramente para não gastar mais do que pode. A vantagem é poder levar o produto na hora, comparado à compra online, que pode ter um tempo de entrega bastante longo. Agora, como a pesquisa de preço em lojas físicas é mais trabalhosa do que nas lojas online, vale separar um tempo para comprar com calma. E tenha em mãos os preços dos itens que deseja nos sites, assim na hora já vê se o valor da loja física compensa mesmo.

Um resumo para se dar bem na Black Friday

  • Faça uma lista de tudo o que precisa, pesquisando os itens com antecedência;
    • Utilize aplicativos ou sites com comparação de preços para avaliar onde estão as melhores ofertas;
    • Caso aproveite a Black Friday para comprar presentes de Natal, tenha muita atenção com a data de entrega do produto;
    • Defina o valor que quer e pode gastar na data;
    • Ao efetuar uma compra online, tente pagar com boleto bancário, paypal ou cartão de débito. “Grande parte dos sites oferecem descontos no pagamento com boleto bancário. Além disso, você evita perder o controle dos gastos e se enrolar com o pagamento das parcelas”, explica Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.
    • Tenha foco! Muitas vezes entramos em um site para aproveitar o desconto em um único produto, mas acabamos enchendo o carrinho com ofertas sugeridas pela própria loja virtual.

Como não cair em ciladas durante a Black Friday

Veja recomendações da Fundação Procon-SP, tanto para compras em lojas físicas quanto online:

  1. Evite sites que exibem como forma de contato apenas um telefone celular;
  2. Prefira fornecedores recomendados por amigos ou familiares, ou em que você já comprou;
  3. Imprima ou salve todos os documentos que demonstrem a compra e confirmação do pedido (comprovante de pagamento, contrato, anúncios etc.);
  4. As trocas são, sim, permitidas, mesmo para o comércio online e em promoção. No caso de problemas aparentes do produto, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece prazo de 30 dias no caso de produtos não duráveis e de 90 dias para itens duráveis, contados a partir de sua constatação. Essa reclamação pode ser feita para o próprio comerciante ou para o fabricante;
  5. Se a loja informar que o produto comprado na liquidação poderá ser trocado, peça que escrevam essa informação na nota fiscal, na etiqueta ou em um cartão da loja para evitar problemas futuros. Isso porque não há obrigação legal de troca por questões de tamanho, cor ou modelo. Na compra online, por sua vez, independentemente do motivo (defeito, tamanho ou modelo) ou se está ou não em promoção, o consumidor tem até 7 dias para se arrepender da compra e pedir a troca;
  6. Sempre que possível, verifique as promoções oferecidas pela loja e guarde folhetos publicitários ou encartes. Além de se organizar melhor, sabendo onde encontrar o que deseja o e o quanto pagará pelo item, você também garante que o estabelecimento seja obrigado a cumprir o que prometeu;
  7. Nas compras em lojas físicas, optando por parcelar e no caso de emissão de cheque pré-datado, coloque-o nominal à loja, anotando no verso o dia combinado para o depósito e exija que esta informação conste na nota fiscal.

Fonte: Portal Meu Bolso Feliz

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