Para SPC Brasil, medida é importante para que o cidadão consiga sanar pendências e recuperar crédito no mercado; 14% dos brasileiros ainda não sabem se têm direito ao benefício.

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Novas modalidades, porém, representam menos de 10% do total das vagas criadas neste ano e ficam abaixo da estimativa do governo

Desde a entrada em vigor da reforma trabalhista, o setor de serviços e o comércio foram responsáveis por mais de 75% das vagas criadas nas modalidades de trabalho intermitente e regime parcial. É o que mostra levantamento feito pelo G1 com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho (MTE).

Os números apontam ainda que a criação de vagas nas novas modalidades regularizadas pela reforma representam cerca de 7% do total de 392 mil postos abertos no país neste ano – abaixo da previsão inicial do governo, que tinha a expectativa de que a reforma criasse dois milhões de empregos em 3 anos.

O trabalho intermitente ocorre esporadicamente, em dias alternados ou por algumas horas, e é remunerado por período trabalhado. Já o regime de trabalho parcial é aquele em que o empregado tem até 30 horas semanais de serviço contratado.

De novembro de 2017, quando a reforma entrou em vigor, até junho de 2018, foram criadas 35 mil vagas de trabalho nessas duas modalidades – sendo 26 mil concentradas no setor de serviços e no comércio. Já o setor da indústria criou 4,1 mil vagas (11%), enquanto a construção abriu 3,6 mil (10%).

Isoladamente, o setor de serviços lidera a criação de postos intermitentes e em regime parcial. No período analisado, o setor criou 8,5 mil vagas de trabalho intermitente e 7,4 mil em regime parcial. O número significa que, de todas as vagas criadas nessas duas modalidades de trabalho, 45% foram no setor de serviços.

Já o comércio, sozinho, representa uma fatia de 30% do total de vagas de trabalho intermitente e em regime parcial criadas desde a reforma trabalhista.

Funções que mais abrem postos
Entre as funções que criam vagas de trabalho intermitente, as que apareceram com mais frequência nos dados mais recentes do Caged, de junho, foram:

  • assistente de vendas
  • recepcionista
  • alimentador de linha de produção
  • servente de obras
  • garçom
  • cozinheiro
  • faxineiro
  • pedreiro
  • carregador
  • vigilante

Já no regime de trabalho parcial, as funções mais comuns foram:

  • vendedor de comércio
  • assistente administrativo
  • repositor de mercadorias
  • operador de caixa
  • auxiliar de escritório
  • faxineiro
  • operador de telemarketing
  • recepcionista
  • motorista de ônibus
  • embalador

O MTE também aponta que os profissionais com ensino médio são maioria entre os que aceitam uma vaga de trabalho intermitente. Em junho, 77% das vagas nessa modalidade foram preenchidas por pessoas com esse nível de escolaridade. Já no trabalho em regime parcial, foram 60% das vagas.

Vagas das novas modalidades são menos de 10% do total
Desde a entrada em vigor da reforma trabalhista, o país já teve a criação de cerca de 35 mil vagas de trabalho intermitente e em regime parcial. Dessas, aproximadamente 30 mil foram criadas em 2018. O número representa 7% do total de 392 mil vagas criadas no país de janeiro a junho.

Além disso, o número de vagas criadas por mês ainda está abaixo da previsão feita pelo governo quando a reforma foi aprovada.

A estimativa era que, com as novas regras, seriam criadas 55 mil vagas por mês considerando apenas o trabalho intermitente.

O economista Thiago Xavier, da Tendências Consultoria, diz que já era esperado que o impacto da reforma sobre o saldo de vagas de emprego no Brasil não seria imediato, apontando que as novas regras não bastam para que o mercado de trabalho se recupere. “O que vai gerar vagas vai ser o quanto a atividade econômica cresce e a capacidade de absorção do mercado de trabalho. A reforma trabalhista por si só não vai impulsionar o emprego”, afirma Xavier.

Ele acrescenta que a baixa representatividade das novas modalidades de trabalho é resultado de uma combinação de fatores, incluindo uma sensação de indefinição por parte das empresas. “Precisa de tempo para que as empresas se sintam seguras de criar empregos nessas novas modalidades.”

Em todo o ano de 2017, a economia brasileira fechou 20.832 postos de trabalho formais. Foi o terceiro ano seguido em que houve mais demissões do que contratações no país.

 

* Fonte: G1

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A discussão sobre o Cadastro Positivo tem sido acirrada: de um lado, aqueles que acreditam que as informações do consumidor podem ajudar o mercado de crédito; do outro, os que temem o uso indevido das informações. Fato é que essa nova forma de análise de crédito, com aumento significativo de dados, é uma evolução não somente para as empresas concedentes de crédito, como bancos, financeiras e comércio, mas também (e principalmente!) para o consumidor ou empresário que precisa do financiamento para um sonho ou imprevisto financeiro.

Para entender como isso funciona, gosto de usar uma analogia. Toda vez que fazemos o seguro de um automóvel, várias informações são levadas em conta: modelo do carro, onde o veículo será usado e estacionado, a idade e gênero do motorista e até o histórico de multas. A partir de todos esses dados, o valor cobrado pelo seguro é calculado. Dessa forma, em vez de cobrar o mesmo valor (elevado) de todos os consumidores, a seguradora consegue atribuir um preço de acordo com as características de cada motorista. E faz sentido! Um motorista com pouca ou nenhuma multa, por exemplo, deve, sim, ter um valor menor, porque se pressupõe que é alguém mais cuidadoso do que aquele que já foi multado repetidas vezes.

No mercado de crédito, ajudado pelo Cadastro Positivo, teríamos panorama similar: o histórico de crédito e pagamento do consumidor dá ao concedente de crédito as informações necessárias para a análise do risco de inadimplência. Há uma evolução significativa em relação ao dado de negativação que temos hoje: em vez de uma única foto, o consumidor consegue mostrar um filme que conta uma história muito mais completa! Não há apenas dois tipos de consumidor: o negativado e o não negativado. O espectro aumenta e cada um tem taxas de juros de acordo com o histórico de crédito e pagamento.

Para que a avaliação seja individualizada e assertiva, é importante que o Cadastro Positivo abarque o maior número de pessoas físicas e jurídicas, como prevê a nova redação da lei. E como fica a proteção das informações nesse contexto? A lei também contempla esse ponto: as informações só poderão ser usadas para finalidade específica de análise de crédito. E os bureaus de crédito, os guardiões dessa informação, ficam sujeitos às sanções previstas em lei.

A expectativa otimista para o Cadastro Positivo no Brasil é confirmada pela experiência internacional: a maior parte dos países em que o Cadastro Positivo foi implantado registrou ampliação do acesso ao crédito. As populações mais beneficiadas foram justamente aquelas que mais precisam: a população de baixa renda e aquela com menor acesso à bancarização. São reflexos positivos (e significativos) na economia que seriam muito bem-vindos no nosso país.

 

Por Marcela Kawauti Economista-chefe do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil)

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